#BocaDeCordel: Resgatando a Literatura de Cordel com alunos

Alunos do Ensino para Jovens e Adultos no desenvolvimento do Projeto
Objetivo

Reconhecer a importância da literatura de cordel enquanto patrimônio histórico e cultural do povo brasileiro. Utilizar a poesia de cordel como recurso pedagógico para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo. Estimular a leitura de cordel entre professores, alunos e demais integrantes da comunidade escolar. Inserir os bolsistas do Programa Escola da Família no cotidiano da comunidade escolar, proporcionando-lhes oportunidade de participar e interagir com todos. Contribuir para o resgate da literatura de cordel na perspectiva de transformá-la em veículo de comunicação de massa.

Justificativa

A literatura de cordel chegou ao Brasil, trazido de Portugal. Foi Leandro Gomes de Barros quem primeiro passou a editar e comercializar, no final do século XIX, o folheto na forma tal como temos atualmente, por isso ele é considerado o patriarca dessa expressão popular e a Paraíba é tida como o berço da literatura de cordel. O hábito de ler cotidianamente o cordel fez surgir no Nordeste poetas de expressão como Patativa do Assaré e revelar ao mundo uma música inigualável de Luiz Gonzaga, valores que sintetizam a grandiosidade da nossa arte popular. O cordel precisa sobreviver e voltar a ser uma cultura de massa tal como antigamente. Acreditamos que a literatura de cordel só poderá se transformar numa cultura de massa a partir do momento que a escola passar a estimular o seu uso, ou seja, a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários) adotar o hábito da leitura. Quando a escola procurar conscientizar a todos da real necessidade de se preservar o cordel enquanto saber histórico, estaremos caminhando em direção a sua revitalização. A escola tem que prestigiar a cultura popular, caso queira preservar a sua própria história. E demonstrar preocupação na manutenção do saber é assumir e incorporar a sua rotina o contato com as manifestações que o povo cultiva, que apresentam significância e um visível potencial pedagógico. A literatura de cordel é uma dessas manifestações que devem e precisam ser utilizadas no ambiente escolar. E o Programa Escola da Família é o melhor meio de inserir novamente essa cultura na comunidade escolar, já que todos vêem até a escola de livre e espontânea vontade sem o peso da obrigatoriedade.

Grupo de Trabalho

Vice diretor do PEF;
Universitários;
Professores;
Grêmio Estudantil;
Sala de Leitura;
Comunidade Escolar.

Recursos 

Cartucho de tinta para impressão de livretos, cartolinas coloridas, isopor, tintas, sulfites, caixa de som, aparelho de som, televisão, computador para pesquisas, tiras de pano, papelão, rolos de tinta, papel pardo, figurinos diversos, painéis, matrizes de madeira para criação das xilogravuras, filmadora, câmara fotográfica, tecidos para decoração do ambiente.

Plano de Ação 

Apresentação do projeto através de diálogo com alunos explanando as etapas do projeto. Leitura de literatura de cordel. Apresentação de vídeos para conhecimento da estrutura do texto de cordel, estimulando a produção de textos e uso da rima. Apreciação de música de cordel como inspiração para produções coletivas e individuais. E vídeos sobre a cultura nordestina abordando temas sobre comida, vestimenta, cultura regional, xilogravura e literatura de cordel regional. Ilustrações sobre a Técnica da Batata, isopor gravura através de vídeos. Produção de artesanatos com tiras de pano e isopor. Criação de livretos de cordel. Ensaios para apresentação de dança e teatro. Exposição no final de semana no Programa Escola da Família com o tema Literatura de Cordel no PEF.

Desenvolvimento

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Sala de Leitura, Programa Escola da Família e a disciplina de Artes, respectivamente Sonia Maria Alvizi Barbuglio, Marli Ferreira Costa e Maria Dolores Bueno Valesi. As salas envolvidas no projeto foram 7°anos e EJA - Ensino Fundamental e Médio. 

Evidências


A Equipe Escolar José Brandini agradece o empenho de todos os envolvidos.

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